A Stellantis anunciou no começo desse mês que vai aumentar o número de fornecedores na Planta de Pernambuco até 2025. A ideia é que essas novas empresas também integrem o desenvolvimento de novos modelos de veículos, incluindo híbridos e elétricos, além de ampliar e baratear a produção diante de um cenário de reestruturação pós-pandemia.
O presidente da companhia para a América do Sul, Antonio Filosa, disse em coletiva de imprensa que está de olho na volta crescente do mercado pós-crise: “Olhamos para o mundo e quando as crises terminarem e a demanda se restabelecer o mercado vai voltar a comprar 90 milhões de carros por ano, no mundo todo. Com uma escala tão grande assim, a carteira de ofertas de propulsores nunca será única, e o Brasil tem etanol. Então o Brasil terá uma forte densidade de ofertas de propulsores que combinam etanol com eletrificação. Nós achamos que isso vai acontecer, temos certeza, e vamos apostar muito no desenvolvimento local dessas tecnologias, como já estamos fazendo”, disse.
Esse é um plano estratégico para ampliar a produção e saturar toda a linha da fábrica em Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco. A Fiat planeja reduzir custos e integrar essa ampliação em parte do investimento de R$ 16 milhões que a Stellantis está trazendo ao Brasil.
Até 2025 a empresa lançará sete novos modelos de carros, entre híbridos e elétricos, outros 16 modelos e mais 28 novas estilizações de seus veículos. Trazer a distribuição de recursos entre as regiões do país é mais uma prerrogativa do grupo.
“Temos que levar a indústria, montadoras e mais fornecedores para estados longe do Sul-Sudeste, precisamos atrair investimentos também para outras regiões, isso porque vai desenvolver maior distribuição de renda em todos os territórios, e isso vai atrair demanda”, completou Filosa.
Além de Goiana, a Stellantis produz em Betim (MG), com a planta Fiat, e em Porto Real (RJ), com as marcas Citröen e Peugeot.